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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Cântico de Maria


46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.
49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
50. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
51. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
52. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
53. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
54. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
55. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.
                                            LC 1,46-55

                  

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

São Nicolau Cara de Pau




Arianismo, originalmente, era um pensamento filosófico que não considerava Jesus Cristo e Deus como uma só pessoa.
Esta ideia surgiu nos primeiros séculos do cristianismo, afirmando que só poderia existir um único Deus e Jesus era apenas o seu filho. Mesmo sendo considerado um ser superior ao homem, Jesus não era um deus para os seguidores do arianismo.
Etimologicamente, a palavra arianismo teria surgido a partir do nome Ário, um padre cristão de Alexandria que teria criado esta nova doutrina.
O pensamento ariano é considerado uma heresia para a Igreja Católica, sendo o principal combatente desta doutrina o Santo Atanásio de Alexandria.

Fonte: significados.com.br

Nesta matéria, porém, queremos dar ênfase a uma passagem relativamente conhecida da vida de São Nicolau, dada durante a sua participação no primeiro Concílio da Igreja, em Niceia, no ano 325. Foi essa assembleia ecumênica — palavra que quer dizer, em grego, "universal" — que condenou a heresia do arianismo e reafirmou a fé católica na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. O historiador católico Daniel-Rops, autor da famosa coleção História da Igreja de Cristo, relata que, quando os bispos ali reunidos ouviram "alguns fragmentos" dos escritos de Ário, "os erros mostraram-se tão patentes que uma onda de indignação sacudiu todos aqueles homens fervorosos" [1].
Um desses homens fervorosos foi justamente o "bom velhinho", São Nicolau, cuja bondade, ao contrário do que se pode pensar, nada tinha de leniente. Já cansado da insolência de Ário e de ver desonradas, por sua boca, a pessoa divina de Jesus Cristo e a maternidade divina de Nossa Senhora, conta-se que o corajoso bispo confrontou fisicamente o heresiarca, esbofeteando-lhe a boca. Os prelados ao redor se assustaram e, mesmo discordando de Ário, viram-se obrigados a punir o "zelo excessivo" de Nicolau, trancafiando o bispo na prisão e confiscando o seu pálio e a cópia que ele possuía dos Evangelhos.

Fonte: padrepauloricardo.org



sábado, 11 de novembro de 2017

Xaxá

             Essa coisa linda é o mestiço Francisco Felix de Souza, o "Xaxá", na minha modesta opinião uma vergonha pra própria raça. Foi um dos maiores traficantes de africanos, chegando a ser apontado como um dos homens mais ricos da sua época. Os traficantes, em sua grande maioria, eram de origem Fon e tinham muito medo das divindades Yorubás. Pediam à esses últimos, que os iniciassem no culto aos Òrìsàs.Iam ao mar depositar oferendas aos deuses, pedindo perdão pela traição e a barbaridade que haviam feito e continuavam fazendo com seus irmão de cor e pátria.
             Cara de pau essa coisinha ruim...


Fonte: "Continente Africano, O Berço da Humanidade- Edição do Autor- 2012- Gercy Ribeiro de Mattos."

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Política e tráfico S.A.



Em entrevista ao portal Uol feita no presídio federal de Mossoró (RN), traficante diz que legalização das drogas 'não interessa as autoridades'

    Apontado como a principal liderança da facção Comando Vermelho (CV) e há quase 11 anos preso em presídios federais, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, decidiu falar. Chefe do tráfico no Complexo do Alemão, o que ele nega, o traficante defende a legalização das drogas e disse que o comércio de entorpecentes financia campanhas de políticos.
As bombásticas declarações foram feitas em uma entrevista exclusiva ao portal Uol dentro do presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. 
"A legalização das drogas é um caso complexo que merece um debate profundo, ouvir a sociedade, fazer um plebiscito para saber se ela está preparada. Mas as drogas leves, como a maconha, seria importante dar o primeiro passo para legalizar, uma forma de erradicar e, no mínimo, diminuir o tráfico de drogas. A partir do momento que legalizar vai vender em tudo que é botequim, farmácia, traficante não vai vender mais drogas, correto?", defende, dando exemplos como o Uruguai e Holanda.
Entretanto, VP acredita que a legalização enfrenta resistência das próprias autoridades que, segundo ele, não estariam interessadas porque a liberação das drogas acabaria com benefícios dos políticos. 
"O tráfico de drogas financia campanhas políticas no Brasil, senhor. Financia o governo do estado, deputados, senadores. Para eles não é importante isso (legalização). Os grandes barões das drogas, a maioria, vivem acima de qualquer suspeita. Encastelado em seus palacetes financiam campanhas políticas. E não interessa para eles acabar com essa fonte de renda", acusa. 
'Cabral foi o maior charlatão que tive o desprazer de conhecer'
Um dos alvos constantes do livro de VP é o ex-governador Sérgio Cabral, hoje preso em Bangu por corrupção. O político foi responsável pela ida do traficante para fora do estado, em 2007.
"A maior organização criminosa do Rio de Janeiro estava instalada dentro do Palácio Guanabara e Sérgio Cabral Filho era cacique-mor dessa organização que levou o Rio à falência. Foi a maior decepção que tive na minha vida. Foi o maior charlatão que tive o desprazer de conhecer na minha vida", diz na entrevista.



Fonte: odia.ig.com.br
                                            


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Carne sem mentiras



Não é de hoje que a carne é tida como um alimento importante no prato do brasileiro, sem ela é como se a refeição não estivesse completa ou saudável. No entanto, com o passar dos anos e com a gama de informações que é possível ter sobre todos os assuntos, as pessoas passaram a pensar mais com relação as formas de consumo.
Nos sites e jornais brasileiros, algumas notícias levantam dúvidas sobre a qualidade da carne produzida no Brasil, em especial a vermelha. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, o mercado de produtos vegetarianos e veganos cresce. Mesmo com este cenário, 70 bilhões de animais são mortos anualmente para o consumo humano. O que resta é a dúvida: até que ponto este tipo de alimentação é saudável ou não para os seres humanos?
 Em meio a alguns  benefícios que a carne proporciona, é possível destacar, no entanto, alguns malefícios com relação ao consumo da mesma. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Harvard, o consumo diário de carne vermelha processada, mesmo que pequeno, pode aumentar em até 20% o risco de morte prematura.
Quem consome carne também tem mais risco de apresentar um colesterol alto, diabetes e pode até morrer por infarto. O risco de câncer, doenças cardiovasculares, alergias e ganhos de peso também são provenientes do consumo de carne.
 Segundo um dos maiores grupos de nutrição do mundo, a Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, outras formas de alimentação são mais indicadas. “Dietas vegetarianas ou veganas corretamente planejadas são saudáveis, adequadas em termos nutricionais e trazem benefícios para a saúde na prevenção e no tratamento de determinadas doenças.”


Fonte: www.remedio-caseiro.com

domingo, 1 de outubro de 2017

Salmo 50- Acerca do sacrifício que Deus pede.




9 Não tenho necessidade
de nenhum novilho dos seus estábulos
nem dos bodes dos seus currais,
10 pois todos os animais da floresta são meus,
como são as cabeças de gado
aos milhares nas colinas.
11 Conheço todas as aves dos montes
e cuido das criaturas do campo.
12 Se eu tivesse fome, precisaria dizer a você?
Pois o mundo é meu, e tudo o que nele existe.
13 Acaso como carne de touros
ou bebo sangue de bodes?
14 Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão,
cumpra os seus votos para com o Altíssimo,

domingo, 17 de setembro de 2017

Revolução Réstia- Parte IV




A solidária emissora radiofônica exibiu ainda, entre uma canção e outra, trechos de uma entrevista gravada com Ângelo Breu onde desabafos singelos foram extraídos pelo comunicador Bokão:

“... Olha Bokão, é u siguinti, tudo isso qui fizeram cum a gênti um dia vai sê discuberto... Um monte di fator contribuíram pra êssi tristi disfecho...Si a nossa união tivesse tão forte como quando a gênti cumeçô nêssi troço, talvez até déssi pra tocá u barco pra frente... Tinha muita gênti qui não tinha nada a vê cum a banda botando pilha pru bagulho afundá, si fazendo di amiguinho, intêndi? Eu não quero citá nomis, mas u irmão du Bira foi um dus qui mais si encabrerô cum as ameaça... A pinta já tava tri indecisa... cum medo di não tê ondi morá... di morrê di fômi... Pinto um isquema pra nós lá im Porto, só qui a gênti tava duro... Nem u da passagem nós tinha... Si di repênti nós tivéssi motivado mesmo, á fuzel, a gênti até batalhava junto uma grana, mas infilizmenti as cabeça já não tavam mais alinhada nu objetivo, intêndi? A viajem di cada um já era mais a mesma, pra sê mais exato... Agora só mi resta pidí disculpa prus fã e pra todos aquelis qui acreditavam di alguma forma nu nóssu trabalho... (Pausa) ... Snif, snif... Não adianta nada lamentá... foi bom inquantu durô.”

            Para aumentar a emotividade do momento, neste exato instante da entrevista Bokão disparou como fundo musical a canção ‘We are the champions” da banda britânica Queen, liberando de vez o pranto do baixista Ângelo.            
                             
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            Gelsinho acabou canalizando a sua rebeldia para outra direção tão logo perdeu o emprego. Nessa época acabou ele unindo-se ao idealista Teixeira na elaboração de concretas ações de repúdio contra a política neoliberal do prefeito municipal. Encontravam-se às quartas-feiras pela parte da tarde para traçarem com outros 9 companheiros alguns planos oposicionistas. Teixeira era, sem dúvida alguma, o mentor, o líder, o cabeça da Brigada da Libertação Nortense, que possuía em seu arsenal apenas armas artesanais como porretes, varas, pedaços de tábuas e pedras. Reagiam bravamente aos ataques da Guarda Municipal, que mesmo com seu material bélico arcaico (mosquetões, bacamartes e floretes) possuía um contingente maior e bem mais adestrado para tais fins.
          Contudo, em algumas batalhas, como a travada às margens do Arroio Matão, a supremacia da BLN no combate corpo á corpo fez-se evidente. Enquanto os guardas, dentro do arroio refrescavam-se da enorme canícula que fazia, os rebeldes surgiram inesperadamente do matagal para decidirem “no tapa” quem eram os mais fortes. Dondinho Baiano, um dos membros da Brigada, havia ensinado a capoeira para seus companheiros, o que tornava-lhes hábeis lutadores capazes de enfrentarem até 3 oponentes de uma só vez.
            A Revolução Réstia, denominação extraída da principal matéria prima da região, a cebola, durou cerca de 2 anos, deixando um rastro de leucócitos e hemácias pelo chão. Foi somente com a captura de Teixeira, graças a uma caguetagem interna, que a ordem pública foi restabelecida em São José do Norte. A imprensa manipulou a opinião popular em favor dos interesses executivos, rotulando a BLN como um “mal social o qual todos os cidadãos nortenses deveriam unirem-se para deceparem, num processo de reestruturação da ética em que os detentores de possíveis informações não deveriam omitirem-se”.  A campanha “anti-BLN” surtiu o efeito esperado naquelas mentes desprovidas de senso crítico, fazendo o povo odiar os revolucionários.

- Víssi só as nutícia ônti? U repórter entrevistô uma moça qui falô qui êlis passam u dia inteiro bebendo... São tudo uns pau d’água.
- Tem qui pegá essis vagabundo antis qui êlis mátim  alguém... Tu viu só a hora qui mostraram a matança qui aqueles lôku lá da Arábia fizeram? U Balvê Martins disse qui aqui vai sê igual.
- Qui barbaridadi! Tomara qui peguem êlis duma vez... To cum a minhas guria trancada im casa pra não corrê perigo.


            Durante a revolução Teixeira enviou diversas notas de esclarecimento à comunidade para a divulgação através da imprensa, contudo, nenhuma delas foi integralmente reproduzida. Apenas alguns trechos adulterados foram usados para corroborarem o universo de calúnias que pairava no ar e que visavam destruí-lo moralmente.

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            Airton Clêncio Kurts de Braz Teixeira, visivelmente desgastado com a estressante rotina das batalhas começou a perder o equilíbrio. Dormia apenas 4 horas por dia, sem tempo para exercitar as reflexões que haviam durante tanto tempo amordaçado a sua natureza inferior. Inicialmente mostrou-se sutilmente agressivo com o cão Asko, um velho vira-latas marrom e gordo que cuidava a retaguarda do QG. Logo após a irritabilidade refletiu-se nas relações pessoais, fazendo-o com perigosa freqüência perder a calma com os companheiros, não admitindo qualquer sinal de contestação. Esta macabra transformação provocou a deserção de dois militantes, ocasionando uma divisão na estrutura da corporação. Os que ficaram puderam constatar definitivamente que Teixeira já não era mais o mesmo. Um autoritarismo vigoroso aflorou em sua conduta, fazendo-o perder o controle da situação que provocara. Começava ali a desenhar-se o desfecho daquela guerrilha.
            Vítima de seus próprios conflitos pessoais acabou provocando a queda de seu nobre ideal. Até onde pôde, resistiu bravamente à repressão violenta do prefeito, enfrentando de igual pra igual às tropas municipais que queriam à força apagar aquela idéia revolucionária. Numa ação conjunta com o Exército e a Polícia Civil a Guarda Municipal finalmente deu o bote certeiro, capturando os rebeldes. Somente Teixeira conseguiu escapar por uma passagem secreta nos fundos do seu quintal, no entanto foi perseguido pelos cães farejadores e dominado a 2 km dali, perto de um açude. Acabava ali a mais ousada manifestação da força popular idealizada naquelas bandas. Teixeira foi internado em um hospital psiquiátrico de Rio Grande onde aos poucos foi readquirindo o juízo. Porém Adinelson Bulhões tomou as providências necessárias para mantê-lo trancafiado naquele lugar, do outro lado do canal. Os demais membros da BLN foram mandados para exílios nas mais diversas localidades vizinhas.
      
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            Enfim tudo voltou ao normal. Fofocas, intrigas, televisão, futebol, festas e nada mais. Apesar disso uma semente ficou plantada e no tempo certo aparecerá alguém que dará continuidade à luta de Teixeira, Gelsinho e outros tantos. Provavelmente, num futuro distante, virarão eles nomes de praças e logradouros deste município que como tantos outros faz questão de manter os seus verdadeiros mártires bem longe do mundo dos vivos, tão ativos quanto estátuas de bronze.




                                                     
                                                         FIM